UIRAPURU
20 Maio, 2008
Em terra de cego, ninguém escuta. O homem cega. Cega diante de si na frente do espelho. Cega por ver luz demais. O homem cala. Cala a própria boca. Cala a boca do próximo, próximo a gritar pelo vazio da boca do estômago. O homem não sente. Mas sente o cheiro de óleo e shopping center. Será que alguém ouve? Lá vem, de novo, o fetiche neônico do progresso a qualquer custo.
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